terça-feira, 12 de outubro de 2010

Apertar o cinto

Dada a delicada situação económico–financeira de Portugal, as medidas de austeridade que o governo quer implantar para o país, só vai prejudicar ainda mais a já débil situação económica das nossas famílias. Não me refiro apenas às famílias mais carenciadas mas a todas as famílias que habitam em Portugal. Como não posso deixar de referir será mais uma vez a função pública a mais prejudicada com estas medidas, pois certos “responsáveis” acham ser de grande importância de forma a salvar Portugal de uma recessão sem termo.

Então pergunto, será que com os cortes em 5 % aos nossos funcionários públicos, com o aumento do IVA de 21 % para 23 %, com o término dos escalões 4º e 5º do abono, com o despedimento dos funcionários a contracto e com a não contratação, e por fim com a redução da comparticipação de alguns medicamentos de forma a reduzir a despesa pública?!

A meu ver e de outros conhecedores deste assunto estas medidas reduzem o nosso poder de compra e poupança, duas situações que todos sabem criam a riqueza de um país. Tudo isso pode acontecer num país tão pequeno como o nosso, porque não há sentido humano por parte dos que elegemos para nos representar.

Todas essas medidas atingem a classe trabalhadora, que com baixos rendimentos já lutam diariamente para não se “afundarem” em mais dívidas, tendo agora de apertar ainda mais o cinto.

É repugnante quando no lado oposto vemos empresas, instituições e organismos públicos a gastar o dinheiro dos contribuintes em investimentos/gastos fúteis como automóveis, viagens, ajudas de custo, etc.

Como sabem que o Português consente e cala-se, continuam a “jogar” com a nossa sobrevivência, pois é mesmo isso, sobrevivência e é algo que não podem continuamente a exigir-nos.




Óscar Pinto

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