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quinta-feira, 7 de junho de 2012

A crise e os demais

Hoje vou fazer o post mais breve de sempre. Está prometido!

Na última semana, tive três conversas distintas, com três pessoas diferentes, de idades diferentes, pertencentes a classes profissionais diferentes e residentes em locais, imagine-se, diferentes. Tudo isto sobre política, claro está! Dessas três pessoas tão diferentes, ouvi um discurso... igual! A base esteve sempre numa única palavra: eu. Sempre o caso pessoal, desde a classe profissional ao local de férias. Agora, podia alongar-me, mas acho que nem vale a pena. Nas eternas palavras de Saramago, "quem isto não entender à primeira vez não merece que lho expliquem segunda".

Joana Ribas.

segunda-feira, 5 de março de 2012

CP em greve... outra vez!

Normalmente, costumo usar este espaço para me pronunciar sobre assuntos locais. Afinal, esta é uma JSD de Núcleo Residencial e o nosso espaço é, por definição, a freguesia da Feira. Contudo, desta vez vou “pegar” num tema mais nacional, pelo fato que acabo de vivê-lo.

Escrevo-vos sentada num comboio regional Aveiro-Coimbra que apanhei 44 minutos mais tarde do que o previsto porque os maquinistas da CP estão em greve às horas extraordinárias, numa greve que, vim a descobrir, se prolonga até dia 16 de Março. Ora bem, o Direito à Greve está constitucionalmente consagrado e é absolutamente inalienável. Isto dito, a supressão do comboio, para o qual eu e muitos outros compramos bilhete, foi avisada um minuto, (exatamente isso, um minuto) antes da suposta partida do referido comboio.

Os maquinistas são uma classe profissional altamente especializada e que, por isso, não podem ser substituídos da noite para o dia. Isto significa que tem uma posição poderosa dentro da empresa a que pertencem. O uso (alguns até diriam o abuso) desta posição, na minha opinião, serve precisamente para criar desigualdades dentro da mesma. Com ou sem abuso, tem sido demais: só no último ano houve 51 pré-avisos de greve. Ou são os cortes salariais ou redução de regalias ou outra coisa qualquer. Longe de mim desvalorizar o Direito à Greve, mas não posso deixar de notar que o ordenado médio de um maquinista da CP é de €1350.

Neste caso concreto, o motivo da greve são as alegadas irregularidades dos processos disciplinares instaurados aos maquinistas que não cumpriram os serviços mínimos convocados no âmbito de greves ocorridas anteriormente. A CP já admitiu a existência de irregularidades em algumas situações. Acontece que os maquinistas querem que todos os processos sejam arquivados e não apenas os que contém irregularidades, ainda que estas sejam suprimidas, uma vez que não se coadunam com o acordo celebrado entre o Sindicato dos Maquinistas e a CP. Com ou sem irregularidades, há claramente outras vias para resolver este género de conflitos, que de resto já estiveram na origem de greve do setor, nos passados dias 23, 24 e 25 de Dezembro e 1 de Janeiro.

Se o Direito à Greve se encontra elencado na Constituição, há outros que só não o estão porque, supostamente, estão imbuídos nos valores da sociedade, como, por exemplo, o Direito ao Respeito. Se calhar, deviam estar.

Joana Ribas

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A promessa das Fogaceiras


Esta semana é o 20 de Janeiro! Talvez isto não diga muito à maioria das pessoas, mas é um dia importante na minha cidade, ao ponto de ser o nosso feriado municipal. É o Dia das Fogaceiras, a mais contada, conhecida, mítica e, definitivamente, eterna lenda de um dos lugares-chave da nossa nacionalidade, de um dos povoamentos mais antigo do país, a “casa” dos Condes da Feira e, agora, um lugar cheio de histórias e encantos – a lindíssima cidade de Santa Maria da Feira.


Na verdade, esta é mais do que uma festa popular. É uma promessa! Por volta de 1505, o povo da Feira, assolado pela peste negra, pediu protecção a São Sebastião em troca de um pão doce chamado fogaça. Para cumprir a promessa, realizava-se uma procissão que saía do Paço dos Condes e seguia para a Igreja do Convento do Espírito Santo (Lóios), onde eram benzidas as fogaças, divididas em fatias e repartidas pelo povo. Actualmente, há um completo programa cultural inerente ao dia e que se prolonga por todo o mês de Janeiro. Na procissão participam as várias colectividades do Concelho, assim como os titulares de cargos políticos, mas as estrelas da festa são as centenas de meninas, todas vestidas de branco com faixa azul ou vermelha e uma fogaça na cabeça. São elas as fogaceiras, que marcham em fila rumo à Igreja Matriz e à eternização da festa das fogaças e do espírito cumpridor e devoto das gentes feirenses.

E foi assim, do povo, que nasceu a Festa das Fogaceiras e uma tradição secular, que se cumpre todos os anos a 20 de Janeiro, em Santa Maria da Feira. Venham fazer-nos uma visita!

Joana Ribas

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Professor Baltazar

No passado dia 26 de Agosto, vítima de doença prolongada, deixou-nos Baltazar da Silva Oliveira, o que me leva a esta tardia, mas merecida homenagem ao grande homem, feirense e artista que foi o Professor Baltazar. Através das minhas palavras, a JSD deixa o seu muito obrigado àquele que foi um grande impulsionador da juventude.

Durante toda a minha vida, recordo-me de um homem magro, de média-estatura, cabelo e barba grisalhos que podia ser visto por toda a cidade: na escola em que leccionou, nas associações que tanto ajudou, nas tertúlias com os amigos no Renascer ou pelas ruas da Feira. Dos cenários infantis com a sua assinatura, aos vários monumentos espalhados pela cidade, o Professor Baltazar era um vulto incontornável da comunidade feirense.
A sua herança artística estende-se a várias freguesias do nosso Concelho – como o Monumento ao Ciclista em São João de Ver – e a muitos outros locais do nosso país – como o Monumento ao Sapateiro, em São João da Madeira, e o Monumento aos Bombeiros, em Pombal. Contudo, a honra do maior traço da sua obra coube, não à terra que o viu nascer, mas sim à cidade que teve a triste sorte de o ver partir – a cidade da Feira. Aqui, deixa um traço indelével na paisagem urbana e uma ainda maior marca humana nas várias associações, para as quais a sua porta sempre esteve aberta.

A “dívida” das gentes feirenses para com o Professor Baltazar nunca será devidamente saldada, ainda assim, fica aqui o meu agradecimento, que muitas vezes actuei, em saraus do infantário e da escola primária, à frente dos seus cenários e tive até a sorte de esculpir uma medalha sob a sua orientação. Hoje, já crescida, constato que o Professor nos deixou o melhor presente que podia: o seu talento materializado nas ruas da cidade, como o Monumento da Associação dos Dadores Benévolos de Sangue ou o Monumento da Cerci-Feira e que garante que o carismático professor Baltazar possa “viver” para sempre, talvez até um dia dando o nome a uma das ruas da cidade que tão bem serviu.
Joana Ribas

terça-feira, 12 de julho de 2011

Reorganização do território

Como é do conhecimento público, o acordo com a Troika obriga o país a uma reorganização territorial, com redução obrigatória do número de municípios e freguesias. Pois bem, como facilmente se compreende, isto é uma matéria sensível. A essência dos municípios e, sobretudo, das freguesias prende-se com as comunidades locais e com as suas identidades. A redução destas divisões administrativas não pode ser feita de ânimo leve e sem ouvir o que as mesmas têm a dizer.
Num município como o nosso, com 31 freguesias, todas tão barristas e defensoras da própria identidade, certamente que a tarefa não será fácil. Contudo, é preciso pensar no Concelho e em como a associação poderá ser feita, com ganhos de eficiência e com o menor descontentamento público possível. Sim, porque descontentamento vai existir sempre. O que eu até entendo, porque sempre fui Feirense, seria muito complicado para mim passar a ser outra coisa qualquer sem sequer sair do sítio. Nos municípios, a questão não se afigura mais simples, nomeadamente com os nossos vizinhos de São João da Madeira.
Nesta matéria, e compreendendo como já disse as respectivas sensibilidades, sou franca, com ou sem Troika, é bom que se faça. Com todo o respeito pelas individualidades, um país com as dimensões de Portugal, ter mais de 4200 freguesias é manifestamente excessivo. As mais pequenas, menos populosas ou tidas como dormitórios tem de compreender que, possivelmente, serão as mais afectadas. Talvez não seja má ideia começar a pensar em como poderão tirar partido disso.
De resto, espero que o processo seja célere e que reine, acima de tudo, o bom senso.
Joana Ribas.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Mudar Portugal

O programa do PSD para as eleições legislativas não pode apenas ser um documento erudito, feito para entendidos. É necessário que seja vertido numa linguagem simplificada, próxima das pessoas. Como a política deve ser.
Pois bem, com medidas concretas, o PSD apresenta o seu programa estruturado em cinco pilares:
1.  O Pilar Cívico e Institucional
·         Redução do número de deputados para 181 e a extinção dos Governos Civis;
·         Alteração do sistema eleitoral com introdução do Voto Preferencial;
·         A transferência de novas competências para os Municípios (Educação, Saúde e Acção Social);
·         Dotar os tribunais de uma gestão profissional e do necessário apoio técnico;
·         Combate à corrupção e à informalidade;

2.  O pilar Económico e Financeiro

·         Programa de Ajustamento Macro Económico: recuo da despesa pública para 40% do PIB, sustentabilidade das finanças públicas e implementação de um programa de emergência social;

·         Programa de Crescimento, Competitividade e Emprego: redução da Taxa Social única, revitalização da agricultura e da Economia do Mar, criação da Academia de Empreendedorismo Nacional e redução substancial da Taxa Social única para as empresas exportadoras.

3.  ‎O Pilar do Estado: eficiente e sustentável, centrado no cidadão

·         Racionalização das estruturas do Governo – 10 Ministros, 25 Secretários de Estado e metade dos assessores – num Governo baseado na transparência;

·         Redução do Estado paralelo (Fundações e Institutos);

·         Pagamento a 60 dias aos fornecedores do Estado e das Empresas Públicas;

·         Redução de 30% nas despesas de representação do Estado e das Empresas Públicas;

·         Revisão dos sistemas de formação dos funcionários Públicos;

·         Reestruturação do Sector Empresarial do Estado e aceleramento das privatizações;

·         Reforço de competências e capacidades dos órgãos de regulação e fiscalização do Estado.

4.  O Pilar do Desenvolvimento Humano e do Modelo Social

·         Protecção Social e solidariedade: novo modelo de inovação social; desenvolvimento de uma rede nacional de solidariedade entre Estado, Autarquias Locais, IPSS's, Misericórdias e restante Sociedade Civil; eliminação das barreiras burocráticas à distribuição de alimentos, por exemplo, por cantinas;

·         Educação: garantia de Educação para todos, independentemente da sua capacidade financeira, e reforço da autonomia das Escolas, com crescente participação das Comunidades Locais na sua gestão.

·         Sistema Nacional de Saúde: garantia de saúde para todos, independentemente da sua capacidade financeira; sustentabilidade económica e financeira do SNS, com um médico de família para todos os cidadãos; sensibilização dos cidadãos aos custos dos cuidados de saúde através da entrega da "factura virtual";

·         Cultura e Desporto: revisão do modelo de gestão dos Teatros Nacionais, relançamento da rede de bibliotecas, aposta em novos públicos através de uma maior ligação ao sistema educativo e projecção do desporto internacionalmente e de forma concertada com o Turismo.

5.  ‎O Pilar da Política Externa, ao serviço do desenvolvimento

·         Reforço da diplomacia económica;

·         Aprofundamento do esforço lusófono;

·         Valorização das Comunidades Portuguesas.

Em linhas gerais e descomplicadas, é este o Programa que vai Mudar Portugal!

Joana Ribas

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Domingo nas urnas

Para não faltar com a verdade dos factos, cumpre-me dizer que este texto foi escrito ontem, dia 23 de Janeiro.

“São 16h47 e encontro-me na sede da Junta de Freguesia. Hoje é dia de eleições presidenciais e o frenesim não podia ser maior. É um corrupio de membros de mesa, delegados das candidaturas, funcionários da Junta e eleitores. Tudo para que a Democracia, que, temos que ser francos, sai muito cara, possa ser cumprida. Se as sondagens estiverem correctas, esta noite, o candidato apoiado pelo PSD, o Professor Aníbal Cavaco Silva, será reeleito Presidente da República e de todos os portugueses.

Como já anunciaram os telejornais da hora do almoço, o sistema nacional de acesso aos números de eleitor apresenta dificuldades técnicas e a fila de eleitores à porta da Junta é enorme. Contudo, não deixo de sentir uma pontada de orgulho ao ver estes feirenses que fazem questão de exercer o seu direito e cumprir o seu dever.

Fico sempre nervosa em dia de sufrágio, mesmo que seja um referendo. Também acho sempre emocionante! A Luísa, que é médica no Centro de Saúde, a Olívia, que tem um mini-mercado, o Filipe, que trabalha num café, e o Amadeu, que é deputado na Assembleia da República, todos juntos e com o mesmo propósito. A todos eles, acho importante referir: é louvável não ficarem em casa e é louvável o exemplo de Democracia que dão aos que ficam.”
Hoje, à luz dos resultados eleitorais, folgo ver a confirmação das sondagens das últimas semanas. Aos 53% de abstenção, só posso dizer que lamento que tantas pessoas tenham desistido de Portugal e dos portugueses.

“A Democracia é difícil e exigente, mas dela não nos demitiremos.”
Francisco Sá Carneiro

Joana Ribas

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Feira – Uma cidade-cultura

Santa Maria da Feira. Este é o nome da minha cidade. A qualquer parte do país onde me desloque, assim que me perguntam de onde venho, logo dou a minha resposta: “Sou Feirense!” Nunca digo que sou de perto do Porto, ou de Aveiro, ou de qualquer outra referência geográfica. Sou Feirense, como sempre. Tenho orgulho nisso, na minha cidade, na minha gente, nas minhas raízes.

Um dos meus orgulhos é a criação cultural do meu Concelho. Uma terra que não limita a expressão dos artistas e ainda a fomenta. Um Município onde as actividades culturais são permanentes e das mais variadas ordens. Uma cidade local de sonhos e encantos, que tanto reúne artistas em palco, como faz da cidade o próprio palco. Um local de artistas conhecidos e eventos conceituados.

Muito se tem dito sobre os estes pontos ultimamente. O Imaginarius é certo que existirá e o Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, muito francamente, espero que avance. Espero que avance, antes de mais, porque acho que é de destacar o que fazemos bem e as apostas culturais tem sido ganhas. Depois, porque quero que a Feira cresça, que alimente essa montanha cultural e se afirme cada vez mais nesse sentido. Pena é, como tanto tem referido o Deputado Feirense Amadeu Albergaria, nas suas intervenções na Assembleia da República, que as instituições governamentais não estejam dispostas a investir quer nas indústrias culturais e recreativas, quer nas parcerias públicas com estas entidades, numa área que ainda se afigura tão rica e inexplorada e que tanto diz ao nosso Concelho.

Àqueles que nunca cá vieram, bem, o Imaginarius é só em Maio e a Viagem Medieval em Agosto mas, já dia 5 de Dezembro, temos a Terra dos Sonhos, que vale apena visitar. Entretanto, fica aqui um vídeo do mais recente sucesso da banda Feirense Dr1ve, que mostra tantos dos lugares encantados da nossa cidade.

Bem-vindos a Santa Maria da Feira, cidade-cultura.



Joana Ribas

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Camisola laranja

A JSD foi a primeira Juventude Partidária portuguesa e surgiu como núcleo de jovens do PSD. Contudo, a Jota é independente, com estatutos, sede e símbolos próprios, por vezes adoptando políticas distintas das do partido. Claro está, a ideologia base é a mesma: a construção de um estado baseado na democracia social, económica, política e cultural; o pendor nacional, sem descurar a estruturação europeia; a edificação de uma sociedade globalizada e baseada nos valores democráticos.

Há, então, que compreender o lugar da estrutura. A juventude tem que ser a consciência crítica do partido, uma escola de formação cívica e política, um veículo privilegiado para a participação pública e para a estruturação do futuro do país. A JSD tem que se envolver nos assuntos que lhe são próximos e ir ao encontro dos jovens, mas, principalmente, tem que ser jovem. E ser jovem é ser irreverente, futurista, diferente.

Pertencer a uma juventude partidária, acreditem no que vos digo, pode ser muito ingrato. Mas, precisamente por isso, requer algo muito especial. A militância significa que muitas vezes nos vão chamar “tachistas”. Para quem nunca esteve deste lado, aqui fica a perspectiva interna: quem vem com esse objectivo, acaba por ir embora. E vai embora por um motivo muito simples: não consegue, ou não quer, acompanhar o ritmo. Os restantes, asseguro, são pessoas que dão muito às casas partidárias e às comunidades a que pertencem. Quanto às tão aclamadas ligações e carreiras políticas, elas chegam, para alguns. São geralmente fruto desse trabalho, dessa dedicação e desse sacrifício. É que os benefícios, para os que se deixam envolver, também são inegáveis: o espírito, a aprendizagem, as pessoas, o activismo, a diferença.

Ser Jota é lutar por uma causa, por algo que vai para além do próprio nariz. É não ficar em casa, como se o mundo não importasse ou não nos dissesse respeito. É vestir a camisola. Na JSD não descredibilizamos a Juventude. Não acreditamos que a juventude seja rasca ou à rasca como se diz por aí. Aqui acreditamos que a juventude tem qualidade e que vale a pena investir nela. Mais ainda, estamos dispostos a prová-lo.

Joana Ribas.