Ter um edifício da qualidade do Europarque a centenas de metros da cidade da Feira é um luxo. Bem sei que este luxo não pertence à autarquia, sei também que é um espaço privado. No entanto, tal pode mudar, se o Estado accionar o seu poder como fiador para cobrir as dívidas que a AEP não consegue pagar.
Resumindo, o Europarque é uma oportunidade à espera de ser aproveitada, à espera de alguém que tenha um plano dinamizador, à espera de alguém capaz. O que poderia a Feira, enquanto município, retirar deste espaço?
Correndo o risco de ser demasiado simplista ou imaginativo, lanço na mesma uma série de tópicos sobre a potencial utilização do Europarque:
- Transferência da 'Caixa das Artes' para o Europarque;
- Disponibilização do espaço para as associações que precisem de um espaço;
- Transformação de parte do edificado num pavilhão desportivo;
- Criação de uma Incubadora de base tecnológica (como já tinha sido projectado para terrenos adjacentes, ideia que emergiu apenas em arruamentos e em solo abandonado e poluído) em interacção com o Visionarium;
- Utilização do espaço verde para programas de desporto para a população em geral (jovens e idosos sobretudo);
- Reserva de um espaço para acolher instituições temporariamente (tribunais, polícia, bombeiros, câmara municipal, etc) em caso de necessidade;
Mais e melhores ideias poderiam ser acrescentadas, no entanto, poder-se-á ter já uma ideia do potencial que este espaço poderá ter na afirmação da cidade da Feira como cidade média e como elemento estruturante da AMP (Área Metropolitana do Porto) e numa altura em que a reforma autárquica está em execução, em que possivelmente a área do Europarque será efectivamente pertença da cidade.
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quarta-feira, 21 de março de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Ruas e passeios
As ruas e passeios da freguesia de Santa Maria da Feira
A crise não justifica o estado de muitas ruas e passeios da freguesia de Santa Maria da Feira.
As ruas da freguesia têm uma aparência em tudo semelhante em todo o concelho, remendadas de cima a baixo, na maioria dos casos com 'remendos' de baixa qualidade e mal executados, e muitas vezes realizados uns meses após o asfaltamento da mesma rua. Quem nunca viu também os famosos remendos com 'paralelos', que se dizem provisórios, mas muitas vezes parecem mais que permanentes.
O recente 'buraco' que apareceu na rua dos Descobrimentos exemplifica perfeitamente o que os feirenses estão habituados a ver, e anos após anos, com dinheiro ou sem dinheiro, mas sempre sem verdadeiro rigor, as estradas vão-se deteriorando , dando a toda a gente que visita a sede do município a impressão de 3º Mundo.
A isto pode-se juntar a falta de passeios em muitas ruas, o mau estado dos existentes ou a ausência de qualquer material sólido ou as rotundas eternamente em obras ou de estética bastante duvidosa, muitas vezes parecendo ao abandono.
Em vez de se fazerem novas avenidas e 'circulares ' que só trarão mais carros para a cidade, acrescentando mais caos ao actual tráfego automóvel, devia-se antes repensar a estética urbana, ter mais rigor, completar e construir o que falta, nas ruas, nos passeios e nas rotundas.
Muitas vezes, os pequenos pormenores contam
A crise não justifica o estado de muitas ruas e passeios da freguesia de Santa Maria da Feira.
As ruas da freguesia têm uma aparência em tudo semelhante em todo o concelho, remendadas de cima a baixo, na maioria dos casos com 'remendos' de baixa qualidade e mal executados, e muitas vezes realizados uns meses após o asfaltamento da mesma rua. Quem nunca viu também os famosos remendos com 'paralelos', que se dizem provisórios, mas muitas vezes parecem mais que permanentes.
O recente 'buraco' que apareceu na rua dos Descobrimentos exemplifica perfeitamente o que os feirenses estão habituados a ver, e anos após anos, com dinheiro ou sem dinheiro, mas sempre sem verdadeiro rigor, as estradas vão-se deteriorando , dando a toda a gente que visita a sede do município a impressão de 3º Mundo.
A isto pode-se juntar a falta de passeios em muitas ruas, o mau estado dos existentes ou a ausência de qualquer material sólido ou as rotundas eternamente em obras ou de estética bastante duvidosa, muitas vezes parecendo ao abandono.
Em vez de se fazerem novas avenidas e 'circulares ' que só trarão mais carros para a cidade, acrescentando mais caos ao actual tráfego automóvel, devia-se antes repensar a estética urbana, ter mais rigor, completar e construir o que falta, nas ruas, nos passeios e nas rotundas.
Muitas vezes, os pequenos pormenores contam
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Linha do Vouga
Não concordo com o encerramento da linha ferroviária do Vouga, carreira que é (ou era?) carinhosamente alcunhada de "Vouguinha" pelas gentes feirenses e não só.
Inaugurada no início do século XX, com uma extensão inicial de 140 km, de Espinho a Viseu, a linha do Vouga chegou ao presente com um trajecto de 60 km, entre Espinho e Sernada do Vouga (concelho de Águeda), tendo transportado no ano de 2010, 610 mil passageiros, com a CP, no entanto, a ter prejuízo com a linha no valor de alguns milhões, sendo esses mesmos prejuízos o motivo para se encerrar a linha, mesmo que esta seja uma gota no mar de prejuízos de 2010 da CP, 195 milhões de euros, e uma gota no oceano da dívida sua dívida, que tem o valor actual de 3 796 000 000 (ver link).
Mas o problema é mais profundo do que "simples" dívidas e passivos. O problema é de falta de estratégia, falta de visão, de favorecimento de políticas de betão, do incentivo ao consumo desmesurado do automóvel e à sua cultura inerente.
O Vouguinha poderia ser uma alternativa aos milhares de carros que entopem diariamente de manhã e ao fim da tarde a N227 no troço Feira - São João da Madeira, podia ser uma alternativa à linha do Norto entre Ovar e Aveiro, podia ser ao fim-de-semana uma óptima fonte de turistas. Podia ser muita coisa.
Mas não é, sobretudo devido à visão e ao interesse no transporte rodoviário, que vem crescendo exponencialmente, em detrimento da rede ferroviária que tem vindo a diminuir desde o governo de Cavaco, resultado de políticas e estratégias concentradas unicamente no transporte individual, a longo prazo mais caro e muito menos sustentável.
As Auto-estradas, SCUTS e ex-Scuts que proliferam o litoral são importantes, mas já são em demasia, ainda por cima quando há alternativas como os caminhos de ferro.
Inaugurada no início do século XX, com uma extensão inicial de 140 km, de Espinho a Viseu, a linha do Vouga chegou ao presente com um trajecto de 60 km, entre Espinho e Sernada do Vouga (concelho de Águeda), tendo transportado no ano de 2010, 610 mil passageiros, com a CP, no entanto, a ter prejuízo com a linha no valor de alguns milhões, sendo esses mesmos prejuízos o motivo para se encerrar a linha, mesmo que esta seja uma gota no mar de prejuízos de 2010 da CP, 195 milhões de euros, e uma gota no oceano da dívida sua dívida, que tem o valor actual de 3 796 000 000 (ver link).
Mas o problema é mais profundo do que "simples" dívidas e passivos. O problema é de falta de estratégia, falta de visão, de favorecimento de políticas de betão, do incentivo ao consumo desmesurado do automóvel e à sua cultura inerente.
O Vouguinha poderia ser uma alternativa aos milhares de carros que entopem diariamente de manhã e ao fim da tarde a N227 no troço Feira - São João da Madeira, podia ser uma alternativa à linha do Norto entre Ovar e Aveiro, podia ser ao fim-de-semana uma óptima fonte de turistas. Podia ser muita coisa.
Mas não é, sobretudo devido à visão e ao interesse no transporte rodoviário, que vem crescendo exponencialmente, em detrimento da rede ferroviária que tem vindo a diminuir desde o governo de Cavaco, resultado de políticas e estratégias concentradas unicamente no transporte individual, a longo prazo mais caro e muito menos sustentável.
As Auto-estradas, SCUTS e ex-Scuts que proliferam o litoral são importantes, mas já são em demasia, ainda por cima quando há alternativas como os caminhos de ferro.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
De volta ao trabalho
O núcleo da JSD da freguesia da Feira regressa ao trabalho, com mais vontade, com mais sacrifício, com mais ideias, tudo em prol da nossa freguesia, do nosso concelho, da nossa sociedade, sempre com os nossos ideais e valores bem definidos. Tentaremos como já tentamos, romper com o inconveniente estabelecido, tentaremos como já tentamos, mudar os vícios do passado, tentaremos fazer e trazer uma nova forma de fazer política, almejando sempre o interesse colectivo, as pessoas, e nunca os nossos interesses individuais.
O caminho vai ser mais uma vez longo, e árduo e como pode ser visto a num nível mais acima em que a visão da social-democracia actual é constantemente atacada, e atacada muitas vezes por pessoas que nos trouxeram a este nosso "lugar" de agora, de crise, de falta de confiança, de dívida. Mas nós enquanto núcleo não vamos desanimar porque simplesmente escolhemos trabalhar. "Escolhemos este momento para agir de uma vez por todas..."
Palavras do 1º Ministro Pedro Passos Coelho, em Castelo de Vide, a 4 de Setembro de 2011 (via Portugal dos Pequeninos)
«Fizemos escolhas que foram impostas em grande medida pelas circunstâncias que nos foram dadas. Por exemplo, não escolhemos uma deficiente execução orçamental que, por sua vez, nos levou a aumentar impostos. Também não escolhemos níveis assustadores de endividamento público e privado que nos obrigaram a iniciar um processo rápido de desalavancagem. Não escolhemos os efeitos acumulados de escolhas que durante anos e anos não foram feitas. Não escolhemos os resultados hoje bem evidentes de sucessivos adiamentos. Agora é preciso dizer: nós escolhemos não adiar mais. Quero dizer-vos que não podemos mais aceitar a arrogância da nossa política, que constrói castelos no ar feitos de leis altissonantes, de instituições distantes e de belos princípios, para do alto das nuvens poder olhar para as casernas sombrias onde as pessoas vivem. A política tem de estar ao serviço das pessoas, tal como as leis têm de estar ao serviço da sociedade. E que princípios são esses que multiplicam os pretextos para irmos perdendo mais e mais oportunidades? Escolhemos este momento para agir de uma vez por todas sobre os nossos desequilíbrios financeiros, sobre o nosso endividamento, sobre os nossos bloqueios económicos, sobre as insuficiências da nossa educação, sobre a lentidão da nossa justiça, sobre as ineficiências nos serviços estatais, sobre os nossos imobilismos e desigualdades sociais, sobre as assimetrias regionais. Este é o momento para o fazer. Escolhemos converter estas terríveis circunstâncias numa grande oportunidade. E essa escolha é nossa.»Marcos Correia
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Uma (potencial) Nova Era
Pedro Passos Coelho e o PSD ganharam estas eleições com uma estratégia que a nossa história recente nunca tinha visto, centrada numa mensagem de verdade, sem promessas e transparente. Passos Coelho durante a campanha manifestou infinitas vezes quão doloroso e trabalhoso ia ser a tarefa de colocar o país no bom rumo após a tempestade de Sócrates, e como o acordo com a Troika tinha que ser seguido e até ultrapassado, tudo em prol do país, da sua população e das futuras gerações, tendo sido criticado por ousar ter um programa de governo, por ousar dizer o que as pessoas não gostam de ouvir.
E é com esta mudança de fazer política que se pode abrir uma novo caminho para Portugal, já tantas vezes referido neste blog e transmitido por palavras como competência, meritocracia, responsabilidade, empreendedorismo, verdade e transparência.
Apelo à juventude que acredite que o país está e vai mudar, e que se junte a esta mudança centrada no trabalho, no querer mais, na cidadania, na solidariedade, na vontade de criar um Portugal melhor.
O primeiro passo foi dado, o primeiro sinal já ecoou, mas tudo será vazio se a juventude se alhear das suas responsabilidades (acrescidas por sinal), lutaremos e trabalharemos e no futuro a nossa geração será reconhecida como aquela que mudou Portugal.
E é com esta mudança de fazer política que se pode abrir uma novo caminho para Portugal, já tantas vezes referido neste blog e transmitido por palavras como competência, meritocracia, responsabilidade, empreendedorismo, verdade e transparência.
Apelo à juventude que acredite que o país está e vai mudar, e que se junte a esta mudança centrada no trabalho, no querer mais, na cidadania, na solidariedade, na vontade de criar um Portugal melhor.
O primeiro passo foi dado, o primeiro sinal já ecoou, mas tudo será vazio se a juventude se alhear das suas responsabilidades (acrescidas por sinal), lutaremos e trabalharemos e no futuro a nossa geração será reconhecida como aquela que mudou Portugal.
terça-feira, 29 de março de 2011
Nova Era
Ao fim de 6 anos de governo socialista, este caiu, com estrondo para toda a gente ouvir e ver a queda, momento aproveitado pelo “Engenheiro” Sócrates para tirar a água do capote e responsabilizar toda a gente menos o próprio e o seu governo. Nos últimos 15 anos, 12,5 foram sob governação socialista (6 de Guterres e 6 de Sócrates, intervalados pelos dois anos e meio de Governos de Durão Barroso e Santana Lopes) , e o resultado é hoje bem visível em qualquer meio de comunicação social ou em qualquer conversa de rua.
Mas não bastava ter caído a disparatar contra tudo e contra todos, tinha que espelhar a falta de responsabilização, a falta da assunção de culpa, a memória curta, a arrogância, o desrespeito com as instituições que caracterizam Sócrates e o seu elenco governativo, mostrando que se preocupa mesmo é com o partido e com a manutenção do poder, permitindo-lhes continuar a assegurar o seus vícios e privilégios.
Não obstante a preocupação, o receio, nem tudo e nem nada está perdido, porque felizmente no presente que corre temos a geração mais formada de sempre, e acho, a que mais se preocupa com política desde meados dos anos oitenta. O protesto da Geração à Rasca, pode não ter sido ideologicamente bem definido e/ou bem comunicado, mas a essência esteve lá, os jovens fizeram umas das maiores manifestações de sempre, e como tal, reforço, só se pode confiar nesta juventude para resolver os problemas que a classe política mais fraca de sempre provocou.
Poderemos não mudar o mundo, mas porque não a freguesia, o concelho ou o país?
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Uma Nova Mentalidade Política
As crises, como se tem dito constantemente, podem e devem ser aproveitadas para se fazerem reformas, sendo consideradas uma janela de oportunidade para corrigir, investir, reformular, inovar e reformar.
Se o Governo PS está aproveitar o momento para introduzir políticas de austeridade, necessárias aliás, sobre o Estado e a população portuguesa, também deveria ser considerado a reformulação do sistema político, não tanto a sua forma institucional e de representação mas sim os hábitos e costumes, a cultura e a mentalidade da classe política e do Estado português.
A classe política deve ser constantemente renovada, para prevenir o imobilismo, os favorecimentos e os vícios que o poder (central e local) traz, devendo haver uma renovação constante para assim promover a ascendência de pessoas capazes e com mérito. A lei de limitação de mandatos autárquicos (46/2005) foi um bom primeiro passo.
Os privilégios que os ocupantes dos cargos públicos têm, deviam ser altamente reduzidos ou até eliminados, como o constante uso do automóvel com motorista, os ordenados demasiados altos para a realidade portuguesa, os diferentes e volumosos subsídios (deslocação e residência por exemplo), o acumular de pensões, a possibilidade de ter vários assessores, etc, não tanto na lógica redução de custo mas sim porque é se eleito para servir o país e não para se servir dele. Sem privilégios e com a responsabilização dos cargos públicos, só quem quiser mesmo servir o país é que, em principio, se vai candidatar.
Em relação à política de responsabilização dos cargos públicos, uso o exemplo do Clube Desportivo Feirense, que tem a simples, mas eficaz, política de o clube não poder ter prejuízos (só pode gastar aquilo que tem) e se tal acontecer o Presidente cessante é obrigado a pagar os eventuais prejuízos com o seu próprio dinheiro. Tal deveria acontecer em todos os cargos públicos em que se tenham que tomar decisões que envolvem dinheiro do Estado, com um enquadramento adequado e lógico, em que por exemplo, se algum individuo tivesse desperdiçado fundos públicos, de alguma forma, deveria ser proibido de exercer cargos públicos.
Por fim, as relações entre os sectores privados e sectores públicos, deveriam ser totalmente transparentes e constantemente monitorizadas, para se evitar o que precisamente acontece no presente, o constante recrutamento de altos ex-governantes para empresas privadas, os concursos públicos com resultados certos, o constante defraudamento do Estado por parte das empresas públicas, tudo isto com o objectivo puro de enriquecimento, quer pessoal quer corporativo.
"Sou eu que pago os políticos, não vejo razão nenhuma para terem uma vida de luxo", frase de um vulgar cidadão sueco (que pode ser ouvida aqui numa reportagem brasileira sobre o sistema político sueco) que pode muito bem resumir tudo o que escrevi.
Por fim, diz-se que em democracia, a população tem o governo que merece ou que tem o governo à sua imagem. Acho que todos merecemos mais, e para tal, nós enquanto sociedade, devemos ambicionar não a riqueza que se mira num cargo público, mas sim a possibilidade que esse mesmo cargo proporciona, a possibilidade de mudar, de resolver, de melhorar o país acreditando sempre que o mérito e a competência são a solução, e com a consciência que ao assumirmos um cargo público deveremos ser parte da solução e não mais uma peça da engrenagem.
Marcos Correia
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Ano Novo
O ano 2010 está a finalizar-se e em retrospectiva pode-se muito bem pensar que foi mais um ano perdido, de uma década perdida, mais uma encaixada na longa história portuguesa, no entanto, nada está perdido, mesmo após uma crise económica e financeira que continua nas mentes e bolsos dos portugueses e que vai acompanhar-nos ao longo do ano 2011.
A Feira continua a ser um pólo cultural de excelência, tendo ainda potencial para ser um concelho cultural de topo, a Feira continua alojar a indústria corticeira, indústria que é líder no mundo e que se baseia na tradição aliada à alta tecnologia, a Feira também tem gente solidária, não só nas Associações de Solidariedade e na pessoa comum mas até na Restauração local, que se encarregou voluntariamente em distribuir refeições por famílias carentes.
São apenas três, mas podiam ser mais exemplos, mas chegam para mostram a vontade de crescer, a excelência, capacidade e solidariedade feirense.
Nós, enquanto jovens da terra, temos que sentir orgulho e admiração pelos exemplos existentes, mas também acarretamos connosco o poder/dever de ambicionar a mudança, a evolução, acreditar tal como os nossos antepassados o fizeram, pois se eles construíram nós também o podemos fazer, sem desculpas e culpas, apenas com esforço e trabalho. Na nossa mente, devemos consciencializar-nos que a crise actual não é desculpa para tudo, mas sim um marco na história que nos pode levar a fazer mais e melhor.
No ano 2011, onde segundo tudo e todos tudo será mais difícil, não nos vamos lamuriar pelos efeitos da crise ou por novos problemas, vamos sim arranjar novos meios e modos de vencer, chega de desculpas e desculpar, vamos acreditar, somos jovens, a nós o futuro pertence.
Marcos Correia
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Nova Política
Défice, desemprego, crise económica, austeridade, são as palavras mais ouvidas nos últimos dias, semanas, meses e até anos (!), e são essas mesmas palavras que descrevem melhor a realidade da sociedade portuguesa, sobretudo a realidade mental.
Sócrates foi e é arrogante, tentando esconder os sucessivos erros de gestão da crise e do próprio país, com políticas de austeridade tardias e praticamente impostas e indiscutíveis que não dão margem de manobra aos partidos da oposição para alterarem as mesmas políticas. Repare-se na estratégia: Sócrates quer fazer um orçamento de estado para agradar à UE, Alemanha, ao seu Governo, ao seu partido político e aos demais associados, quer sejam “boys” quer sejam os “lobbys” (construção civil, grupos monopolistas económicos, consultorias, etc) ou seja, poucos ou ninguém acreditam que o Governo socialista tenha verdadeiro sentido de dever total, em que a população e o país estejam a frente de tudo e de todos. Acredito que governe para melhorar o país, mas esse caminho é sempre longo, pois antes é preciso agradar a interesses e pessoas.
A verdadeira questão é que desde que tenho consciência política e cívica suficientemente madura (a partir do 1º Governo de Guterres) que vejo a falta de sentido de dever total, quer sejam governos PS (Guterres e Sócrates) quer sejam governos PSD (Durão Barroso, Santana Lopes) todos foram governos incapazes de modernizar e reformular o Estado (Social), de definir políticas concretas para a Saúde, Educação, Agricultura, Pescas e Ordenamento do Território, entre outros, e essa falta de coragem/capacidade aliado a “tradição” de despesismo e favorecimento de grupos económicos maiores, outros “lobbys” e “boys” trouxeram Portugal até ao Estado de hoje. Repito, não foi um governo, foram todos.
Para se chegar ao topo da pirâmide é preciso (na maior parte das vezes) começar pela base: a base serão as Juntas de Freguesias, Câmaras Municipais e Institutos. E como no topo, os vícios políticos estão instalados, onde o favorecimento, tráfico de influências, desvio de verbas, despesismo, gastos sem sentido ou projectos, obras e políticas erradas se acumulam contribuindo para a situação actual e para a perda de confiança dos portugueses nos políticos em geral.
Convém referir que não nego a obra das instituições já referidas, do desenvolvimento ocorrido nas últimas décadas a todos os níveis, é notável e deve ser reconhecido, mas a verdade está aí. A geração política que gere o país (a todos os níveis) é na sua maioria da “escola” das décadas de 80 e 90, onde os fundos da UE abundavam e onde pouca imaginação foi utilizada para usar os mesmos fundos. E é aí que se deve mudar as coisas, toda a classe política deve ser renovada, não há e não pode haver insubstituíveis, deve ser eliminada muita da política actual que não tem um sentido social total, devendo-se apenas trabalhar para o cidadão e para a sociedade e esquecer as intrigas, politiquices, associações duvidosas, falta de crítica e auto-critica, deve-se esquecer o partido como se este fosse uma praxe, onde o silêncio e concordância imperam.
Um bom sinal da mudança política seria a responsabilização das pessoas eleitas para todos os cargos públicos, em que todo o mandato seria escrutinado para se saber se a gestão tinha sido correcta, sem desperdício de fundos, desvio de verbas ou a escolha de projectos/políticas. A acontecer ilegalidades estas deviam acarretar sanções, desde a reposição de verbas até à impossibilidade de voltar a exercer um cargo público.
Concluindo, tudo se resume a questão de mentalidades, que têm que ser alteradas, tarefa que deve partir de cada um, mas que pode ser influenciada pela sociedade e nomeadamente pela juventude, política ou apolítica, associativa ou não, juventude que costuma ser o guardião da irreverência, da utopia e do idílico e sobretudo ser o móbil principal para tentar fazer um mundo melhor.
Marcos Correia
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