segunda-feira, 9 de abril de 2012

A minha visão

Há cerca de um ano iniciei uma viagem aos fundamentos da participação cívica e política do cidadão, optando pela visão social-democrata quanto à sua efectivação. Depois de reflectir e analisar esta linha ideológica, que é a base do PSD, é chegado o momento de tirar conclusões. Dessa forma, apresento aquela que é a minha visão quanto à forma de actuar da JSD, começando pelos fundamentos e valores.

Toda e qualquer instituição tem como principio basilar a dignidade da pessoa humana. Este conceito é, claro, universal. Mas sendo a JSD uma organização vocacionada para os jovens, deverão ser estes os seus destinatários preferenciais. É também um princípio personalista, de tradição judaico-cristã. Isto implica liberdade de escolha pessoal, e a consequente auto e hetero responsabilização. O que obriga à adopção de valores tais como a honestidade e transparência na relação com os outros.

Mas se estes devem ser os valores quotidianos, outros se juntam naquilo que diz respeito à minha visão de sociedade, actividade política e Estado:
- Independência critica e organizativa, que garantem que a JSD não é uma antecâmara de postos;
- Pluralismo das ideias (Pr. Democrático), como sustentáculo interno da independência externa;
- Reconhecimento do mérito e da capacidade de afirmação pessoal, por forma a potenciar o conjunto;
- Justiça e solidariedade social, que são promotoras da coesão social;
- Diálogo e concertação;
- Direito à diferença, pois as mutações sociais não esperam;
- Interclassismo: representação de todas as categorias da população e cooperação entre as mesmas para atingir o bem comum;
- Afirmação da sociedade civil, libertando-a do peso estatal;
- Liberalismo político e livre iniciativa económica: promoção do empreendedorismo e da valorização de competências profissionais.

Desta forma exponho as preocupações que deve ter a JSD em cada acção que desenvolva, em cada decisão que tome, em cada causa que defenda. Faltará analisar os aspectos mais práticos, como sejam a sua missão, método e tarefas.

António Pedro Giro

quarta-feira, 21 de março de 2012

Europarque

Ter um edifício da qualidade do Europarque a centenas de metros da cidade da Feira é um luxo. Bem sei que este luxo não pertence à autarquia, sei também que é um espaço privado. No entanto, tal pode mudar, se o Estado accionar o seu poder como fiador para cobrir as dívidas que a AEP não consegue pagar.

Resumindo, o Europarque é uma oportunidade à espera de ser aproveitada, à espera de alguém que tenha um plano dinamizador, à espera de alguém capaz. O que poderia a Feira, enquanto município, retirar deste espaço?
Correndo o risco de ser demasiado simplista ou imaginativo, lanço na mesma uma série de tópicos sobre a potencial utilização do Europarque:
- Transferência da 'Caixa das Artes' para o Europarque;

- Disponibilização do espaço para as associações que precisem de um espaço;

- Transformação de parte do edificado num pavilhão desportivo;

- Criação de uma Incubadora de base tecnológica (como já tinha sido projectado para terrenos adjacentes, ideia que emergiu apenas em arruamentos e em solo abandonado e poluído) em interacção com o Visionarium;

- Utilização do espaço verde para programas de desporto para a população em geral (jovens e idosos sobretudo);

- Reserva de um espaço para acolher instituições temporariamente (tribunais, polícia, bombeiros, câmara municipal, etc) em caso de necessidade;

Mais e melhores ideias poderiam ser acrescentadas, no entanto, poder-se-á ter já uma ideia do potencial que este espaço poderá ter na afirmação da cidade da Feira como cidade média e como elemento estruturante da AMP (Área Metropolitana do Porto) e numa altura em que a reforma autárquica está em execução, em que possivelmente a área do Europarque será efectivamente pertença da cidade.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Madeira investe quase seis milhões de euros nas festas do cartaz turístico

"Madeira investe quase seis milhões de euros nas festas do cartaz turístico"
Jornal de Noticias 12 de Março de 2012


Daqui a pouco o Sr. Alberto João Jardim está assim:

Pergunta: Quando é que Portugal dá a Independência à Madeira?




Sara Ferreira

segunda-feira, 5 de março de 2012

CP em greve... outra vez!

Normalmente, costumo usar este espaço para me pronunciar sobre assuntos locais. Afinal, esta é uma JSD de Núcleo Residencial e o nosso espaço é, por definição, a freguesia da Feira. Contudo, desta vez vou “pegar” num tema mais nacional, pelo fato que acabo de vivê-lo.

Escrevo-vos sentada num comboio regional Aveiro-Coimbra que apanhei 44 minutos mais tarde do que o previsto porque os maquinistas da CP estão em greve às horas extraordinárias, numa greve que, vim a descobrir, se prolonga até dia 16 de Março. Ora bem, o Direito à Greve está constitucionalmente consagrado e é absolutamente inalienável. Isto dito, a supressão do comboio, para o qual eu e muitos outros compramos bilhete, foi avisada um minuto, (exatamente isso, um minuto) antes da suposta partida do referido comboio.

Os maquinistas são uma classe profissional altamente especializada e que, por isso, não podem ser substituídos da noite para o dia. Isto significa que tem uma posição poderosa dentro da empresa a que pertencem. O uso (alguns até diriam o abuso) desta posição, na minha opinião, serve precisamente para criar desigualdades dentro da mesma. Com ou sem abuso, tem sido demais: só no último ano houve 51 pré-avisos de greve. Ou são os cortes salariais ou redução de regalias ou outra coisa qualquer. Longe de mim desvalorizar o Direito à Greve, mas não posso deixar de notar que o ordenado médio de um maquinista da CP é de €1350.

Neste caso concreto, o motivo da greve são as alegadas irregularidades dos processos disciplinares instaurados aos maquinistas que não cumpriram os serviços mínimos convocados no âmbito de greves ocorridas anteriormente. A CP já admitiu a existência de irregularidades em algumas situações. Acontece que os maquinistas querem que todos os processos sejam arquivados e não apenas os que contém irregularidades, ainda que estas sejam suprimidas, uma vez que não se coadunam com o acordo celebrado entre o Sindicato dos Maquinistas e a CP. Com ou sem irregularidades, há claramente outras vias para resolver este género de conflitos, que de resto já estiveram na origem de greve do setor, nos passados dias 23, 24 e 25 de Dezembro e 1 de Janeiro.

Se o Direito à Greve se encontra elencado na Constituição, há outros que só não o estão porque, supostamente, estão imbuídos nos valores da sociedade, como, por exemplo, o Direito ao Respeito. Se calhar, deviam estar.

Joana Ribas

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Rotundas Feirenses

Como orgulhoso feirense que sou, é com enorme pesar que escrevo este texto, ponderei e priorizei a sua pertinência, e reconheço o facto de na conjuntura actual, possa ser descabido e despido de qualquer aceitação de vossa parte.
Porém, o nosso trabalho enquanto elo de ligação entre a comunidade e o poder político a isso nos obriga. Hoje, trago à nossa atenção as rotundas da nossa freguesia, mercê de serem um problema ao qual não posso ser alheio, a sua ornamentação e beleza são um factor de orgulho ou vergonha de uma freguesia.
A Feira,  enquanto cidade sede desde mui nobre concelho, deve primar pelo exemplo, organizativo e paisagístico das suas rotundas, área onde não tem logrado.
De que vale apontar um problema,  se não conseguirmos indicar soluções viáveis que contribuam para um fim ideal, porquanto não ofereçam um acréscimo de despesa à entidade responsável e tragam resultado líquidos.
A solução, tem que assentar na auscultação do afamado contrato, assinado entre o município de Santa Maria da Feira e a entidade prestadora do serviço, sendo esta infrutífera, não podem(nem devem) sair impunes, os envolvidos e vinculados às obrigações emergentes de contrato. Não obtendo solução razoável, imprimam um novo esforço e sanem este problema, na iminência de o mesmo virar tradição.
No meu humilde ponto de vista, o gasto que representa não é suficiente para suplantar o benefício e orgulho dai retirados, desde que me lembro nunca tivemos umas rotundas que façam jus ao nosso património cultural e propensão artística.
Este texto, pretende ser uma adenda ao aludido pelo companheiro Marcos Correia no dia 24 de Janeiro de 2012, pequenos pormenores definem-nos e potenciam a mudança de comportamentos.
Com total humildade, rogo a quem de direito, um olhar diferente sobre o assunto abordado.


João Cunha